Há 10 anos… dia 5 de junho de 2005.

“Eu me lembro de ter ficado um pouco triste com a chave. Sabia que ele ia ser um jogador difícil para mim. Todo mundo estava falando dele. Ele tinha boa forma e técnica. E estava em ascensão. Todo mundo sabia que ele seria muito, muito bom.”
Muito bom, não! Espetacular, único, inimitável, inigualável. Principalmente em Roland Garros.
O alemão Lars Burgsmuller foi a primeira vítima de Rafael Nadal na sagrada terra batida do Aberto da França. A primeira de um total de 70! Diante do fenômeno prestes a completar 19 anos, o então 96º do ranking sucumbiu em três sets: 6-1, 7-6(7-4) e 6-1.
Depois dele, o Touro Miúra passou por outros seis adversários para alcançar o primeiro de nove troféus em Paris, um recorde inalcançável por outro ser humano enquanto a Terra existir.
Um a um, Nadal triturou todo mundo, incluindo o primeiro do mundo Roger Federer.
O belga Xavier Malisse foi o segundo abatido, novamente em três sets (6-2, 6-2 e 6-4). Richard Gasquet tomou novo 3 a 0, na terceira rodada: 6-4, 6-3 e 6-2. Nas oitavas, outro francês, Sébastien Grosjean, deu um certo trabalho para Nadal, mas também sucumbiu: 3 a 1, com parciais de 6-4, 3-6, 6-0 e 6-3. O compatriota David Ferrer, que se tornaria um de seus fregueses prediletos, foi a vítima nas quartas, com mais um 3 a 0 categórico: 7-5, 6-2 e 6-0.
Veio, então, o lendário suíço, na semifinal. Era a primeira partida entre eles e justamente no 19º aniversário do espanhol. O jovem Nadal não se intimidou e, apesar de perder uma parcial, fechou em 3 a 1 (6-3, 4-6, 6-4 e 6-3).
Na grande final, o Touro mostrou frieza, coração e extrema força ao superar o argentino Mariano Puerta, 37º do mundo. Nadal perdeu o primeiro set (7-6, com 8-6 para o hermano no tie-break), mas teve calma para virar o placar em 3 a 1: 6-3, 6-1 e 7-5.
“Perdi para o melhor do mundo”, afirmou Puerta, depois de receber a taça de vice.
Com apenas 19 anos e 2 dias, Rafael Nadal Parera conquistou Roland Garros logo em sua estreia e inaugurou uma era extraordinária em Paris.
Uma saga de 9 taças e muita coisa pra contar e relembrar.
Mas essa(s) história(s) fica(m) pra outro dia… Porque todo dia é histórico.
Resumo da final de 2005:
Bastidores depois do título, com Guga e Vilas no vestiário:
Fontes e +MAIS:
