Primeiro programa eleitoral vai ao ar no rádio e na televisão

Dia 15 de setembro.

O blog entra em clima eleitoral.

A grande festa da democracia, e também dos debates, jingles, santinhos e slogans.

A partir de hoje até 17 de dezembro, vamos relembrar capítulos da histórica eleição presidencial de 1989. Eleição acirrada, polêmica e inchada, com 22 candidatos na disputa. A primeira eleição direta para presidente desde 1961.

E você há de perguntar: por que de hoje até 17 de dezembro?

A data de 15 de setembro marca o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão naquele ano. E 17 de dezembro foi o dia em que o Brasil elegeu seu novo presidente, Fernando Collor de Mello (qualquer semelhança de nome com este escriba é mera – e infeliz – coincidência!).

Além disso, suspeito que o leitor (e eleitor) do efemérides curte um pleito. Haja vista a procura pelo post sobre a candidatura de Silvio Santos naquela disputa! Senor Abravanel, aliás, também estará no Especial, claro. Especial que será intermitente e não diário, ou seja, com posts ocasionais, pontuais, mas marcantes.

Bom, depois desse verdadeiro discurso de candidato, vamos apertar o verde e confirmar!

Há exatos 25 anos, começava o horário eleitoral na TV e também no rádio. Transmitida em dois horários na telinha (das 13h às 14h10 e das 20h30 às 21h40), a propaganda política se estendeu até 12 de novembro, três dias antes do primeiro turno, no dia 15, exatamente no centenário da Proclamação da República.

O horário gratuito tinha novidades. Não havia mais censura, instituída com a Lei Falcão, em 1976. O direito de resposta também foi estabelecido. Todo candidato que se sentisse ofendido por adversários poderia requisitar uma contestação à Justiça Eleitoral, representada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O primeiro dia já foi marcado por polêmica, como lembra a edição do Estadão de 16 de setembro de 1989. Candidato do PMDB, Ulysses Guimarães, então com índices baixos nas pesquisas, atacou o presidente José Sarney, um ex-aliado. Sarney avaliaria um possível pedido de resposta ao TSE.

Collor, Brizola, Lula e Covas, os quatro primeiros nas pesquisas, respectivamente, optaram por caminhos e abordagens diferentes no programa de estreia.

Líder dos levantamentos, Collor, do PRN (Partido da Reconstrução Nacional), se mostrou valente e corajoso, mantendo a imagem de “Caçador de Marajás” que havia criado. O primeiro programa de Brizola, do PDT (Partido Democrático Trabalhista), teve comando da radialista Cidinha Campos, com o objetivo de atrair o voto feminino.

Já Lula, do PT (Partido dos Trabalhadores), virou âncora e estrela da criativa Rede Povo, um contraponto à Rede Globo. Por fim, o programa de Covas, do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), teve o ator Lima Duarte como apresentador e foi bem recebido pelo partido.

O horário eleitoral no rádio e na TV inaugurava de vez a renhida disputa pelo cargo máximo da República.

A sorte estava lançada.

Veja clipe com momentos do horário eleitoral de 1989:

Fontes:

– Wikipédia

– Acervo Estadão

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