Há 10 anos… dia 4 de janeiro de 2004.

“Popó agora é pugilista de US$ 1 milhão”, dizia a manchete do caderno de Esportes do Estadão, na edição de 5 de janeiro de 2004.
Na madrugada do dia 4, Acelino Freitas, o Popó, venceu Artur Grigorian, do Uzbequistão, e conquistou o cinturão dos leves da Organização Mundial de Boxe (OMB).
O terceiro título da carreira credenciava o boxeador baiano a voos mais altos, como sugeria o texto de Wilson Baldini Jr. Com três cinturões – também era campeão dos superpenas da OMB e da Associação Mundial de Boxe (AMB) -, Popó poderia até sonhar com uma luta contra Floyd Mayweather, à época campeão dos leves do Conselho Mundial de Boxe (CMB) e invicto havia 31 lutas.
Hoje, 10 anos depois, Popó já está aposentado e segue carreira na política (é deputado federal pela Bahia). Já Mayweather segue em plena atividade, foi campeão mundial oito vezes, ostenta uma incrível invencibilidade de 45 lutas e ainda é o atleta mais bem pago do mundo atualmente.
Se o embate Popó X Mayweather nunca aconteceu, vale recordar a luta contra Grigorian, realizada no Foxwoods Casino, em Connecticut, nos Estados Unidos.
Desafiante, mas com cartel de respeito (34-0), Popó não se intimidou com o campeão, que tinha marca de 36 vitórias em 36 lutas, incluindo 16 defesas do cinturão, desde 1996. O brasileiro também pareceu não sofrer com a nova categoria e mostrou boxe contundente e agressivo. Derrubou o uzbeque por quatro vezes, dominou o combate e venceu por decisão unânime.
No dia 7 de agosto, Popó perderia o cinturão e a invencibilidade de 35 lutas para o americano Diego Corrales.
Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.
Veja a luta Popó X Grigorian:
Fontes:
