Jeannette Rankin, a primeira mulher no Congresso americano

Há 100 anos… dia 4 de março de 1917.

Jeannette Rankin, a primeira mulher no Congresso americano

“I may be the first woman member of Congress, but I won’t be the last.”

“Posso ser a primeira mulher no Congresso, mas não serei a última”, disse Jeannette Pickering Rankin logo após ser eleita deputada pelo seu estado, Montana, no pleito legislativo de novembro de 1916.

Um século atrás, em 4 de março de 1917, a líder sufragista e ativista pelos direitos políticos das mulheres assumiu sua cadeira na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

A estrada de Jeannette até o Congresso – e para entrar na História – foi pavimentada por sua proeminência na causa do voto feminino, iniciada por volta de 1908. Em 1911, por exemplo, ela foi a primeira mulher a falar diante da Assembleia de Montana, ocasião em que defendeu o sufrágio feminino.

A campanha para a eleição de 1916 teve apoio financeiro e logístico do irmão, Wellington, influente dentro do braço do Partido Republicano em Montana.

Jeannette percorreu o estado em busca de votos. Esquinas de ruas e avenidas, estações de trem, ranchos, pequenas escolas. O tour lhe rendeu 7.500 votos – incluindo o de mulheres, já que Montana concedera esse direito em 1914 – e a colocou no Congresso.

Retrato de Jeannette Rankin, por Sharon Sprung
Retrato de Jeannette Rankin, por Sharon Sprung

Durante o mandato de dois anos, ela teve a audácia e a coragem de abertamente se mostrar contrária à entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial. Posição que gerou duras críticas do próprio Congresso e até de alguns setores do movimento sufragista.

Sua principal luta, porém, foi para que o voto chegasse, de vez e de fato, às mulheres americanas. Em 1917, cerca de 40 estados já tinham concedido o direito, mas Jeannette abriu espaço para o debate dentro da Câmara e colocou a questão de forma nacional.

Derrotada para uma cadeira no Senado em 1918, ela encerrou o mandato na Câmara em 1919 e acompanhou de longe a aprovação da 19ª Emenda, em 1920, que, por fim, deu direito de voto às mulheres.

Jeannette Rankin voltaria ao Congresso em 1941, para mais dois anos de atuação firme dentro da Câmara, em que, novamente, se mostrou contrária à participação americana no conflito de então, a Segunda Guerra.

Exatos quatro anos depois de Jeannete, em março de 1921, uma mulher assumiria novamente posto na legislatura dos Estados Unidos, com a também republicana Alice Robertson, do estado de Oklahoma. No Brasil, Carlota Pereira de Queirós foi a primeira a ser eleita deputada federal, em 1934.

Mas essas histórias ficam pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Em tempo: não deixe de ler a ótima reportagem da New Yorker sobre Jeannette Rankin, no último link, abaixo!

Vídeo do Capitol Center sobre Jeannette Rankin:

Fontes e +MAIS:

– Wikipedia

– history.house.gov

– time.com

– peoplesworld.org

– prnewswire.com

– northdallasgazette.com

– historythings.com

– newyorker.com

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