Joe Montana anuncia aposentadoria

Há 20 anos… dia 18 de abril de 1995.

Joe Montana anuncia aposentadoria

POR ARTHUR MELLO*

Nos dias de hoje, ver um jogo ou torcer por um time de futebol americano faz parte do cotidiano das pessoas aqui no Brasil. Conhecer os jogadores, usar camisetas e saber estatísticas estão tão próximos como alguns cliques de um teclado ou de uma loja virtual. Nem sempre foi assim.

Sou de uma época em que essas informações eram raras e a Bandeirantes televisionava apenas raros jogos de playoffs e, obviamente, o Super Bowl. Apesar de ser um leitor voraz de jornais esportivos, minha iniciação no esporte começou de um jeito diferente, mas que, naquele tempo, era uma excelente fonte de informações: o videogame.

Joe Montana já estava no fim da sua carreira quando comecei a comprar revistas especializadas de videogames. No inicio dos anos 1990, a Sega lançou um jogo (hoje, um tanto arcaico) em que a grande estrela era o lendário quarterback do San Francisco 49ers. Eu sequer tinha o console, mas o interesse por esportes, história e videogame sempre foram mais fortes. Foi então que conheci a carreira de um dos mais vitoriosos jogadores profissionais do esporte mais popular dos EUA.

Não existe em nenhum esporte coletivo uma posição tão emblemática e importante quanto a de um quarterback. Em uma aula da faculdade, en que estudávamos diferentes tipos de organizações (uma empresa, um exército, um time, um país), usei como exemplo Joe Montana para fazer um paralelo com sociedades que se organizavam de forma militar/teocrática. No meu exemplo, um quarterback de um time era tão importante quanto Alexandre, o Grande ou Dario, os reis e generais da Macedônia e da Pérsia, respectivamente. Sem esse líder, não há time, exército ou país. Por incrível e forçado que pudesse parecer, o professor gostou!

No caso de Joe Montana, para muitos ele seria o quarterback em um time de quarterbacks. Um dos caras que mais ganharam Super Bowls (4), mas que, diferente de Tom Brady, possui uma invencibilidade no jogo derradeiro da temporada.

Joe passou a maior parte da sua carreira no San Francisco e, depois de passar duas temporadas contundido, mudou-se para Kansas, para liderar, já bem no fim de sua carreira, os Chiefs. O bastão dos 49ers foi passado para o também lendário Steve Young, que, apesar de ter liderado o time em uma campanha vencedora, em 1994, sempre teve que carregar a sombra de Montana.

Como falei, vi poucos jogos ao vivo naqueles anos 1990, mas me lembro particularmente de um contra os Steelers, em janeiro de 93. Foi a primeira temporada de Montana no Kansas e aquele era seu primeiro embate de playoff no novo time. Joe liderou os Chiefs em uma disputa eletrizante, que terminou 27 a 24.

Naquela temporada, o veterano comandou seu time até as finais de conferência, em que os Chiefs perderam para o Bufallo Bills. A semelhança com “Um Domingo Qualquer” não deve ser coincidência.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

* Arthur Mello continua fanático por videogame, mas prefere a NBA à NFL.

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+MAIS:

complex.com

nytimes.com

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